"Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra".

( Anísio Teixeira )

09/07/2012

ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO II – ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL



FACULDADE METROPOLITANA
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
                            












ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO II – ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL




SIMONE DE ARAUJO DONATO LUCAS















PORTO VELHO/RO - 2012




SIMONE DE ARAUJO DONATO LUCAS


















ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO II – ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL




Relatório apresentado ao Curso de Licenciatura em Pedagogia, da Faculdade Metropolitana, como requisito obrigatório de avaliação da disciplina de Estágio Curricular Supervisionado II – Anos iniciais, sob a orientação da Prof. Ms. Sheila Ximenes.








PORTO VELHO/RO - 2012








“A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tão pouco a sociedade muda”.
(Paulo Freire)


                                                             

SUMÁRIO                                             


INTRODUÇÃO.....................................................................................................

6
DIAGNÓSTICO DO CONTEXTO ESCOLAR...................................................

7
ESTÁGIO DE OBSERVAÇÃO............................................................................

8
ESTÁGIO DE PARTICIPAÇÃO...........................................................................

11
ESTÁGIO DE REGÊNCIA...................................................................................

14
CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................

18
REFERÊNCIAS....................................................................................................
19
ANEXOS.................................................................................................................

21
GALERIA.................................................................................................................
30



INTRODUÇÃO

O estágio supervisionado do curso de Pedagogia tem como objetivo principal, aprimorar os conhecimentos do acadêmico, oportunizando compartilhar construções de aprendizagem, bem como a aplicação do aprendizado teórico na prática da profissão escolhida.
Em cumprimento a LDB 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Base da Educação), conforme estabelece em seu art. 82, diz que “os sistemas de ensino estabelecerão normas para realização dos estágios dos alunos regularmente matriculados no ensino médio ou superior em sua jurisdição”.
Dessa forma, constata-se que o estágio supervisionado, faz parte da nossa formação educacional, sendo garantido por lei. Assim, o estágio supervisionado faz parte da formação acadêmica, partindo de um referencial teórico, para uma confirmação na prática em uma sala de aula.
Desse modo, o período destinado ao estágio serve de base para o aluno, refletir se realmente, é aquilo que quer para sua futura profissão, pois é no estágio que se descobre as grandezas de ser professor.
Enfim, é durante o estágio supervisionado que o curso de Pedagogia proporciona ao aluno uma forma de se especializar e de se tornar um grande profissional na área da pedagogia, podendo adquirir técnicas e habilidades para lidar com crianças de forma qualificada e com competência.
O referido estágio foi desenvolvido na Escola Estadual de Ensino Fundamental Heitor Villa Lobos.


1. DIAGNÓSTICO DO CONTEXTO ESCOLAR

A Escola Estadual de Ensino Fundamental Heitor Villa Lobos, está localizada à Rua Oito de Julho, nº 1730, bairro Castanheira, na cidade de Porto Velho, Rondônia. Recebeu este nome em homenagem a um dos mais importantes compositores brasileiros, Heitor Villa lobos.
A escola é uma instituição pública de referência em qualidade de educação que busca atender a comunidade num resgate á cidadania. Iniciou suas atividades no ano de 1991, como escola comunitária, atendendo desde a pré-escola até a 4º série do ensino fundamental. Somente após um ano de funcionamento a escola foi incorporada ao Estado, passando a chamar-se Escola Estadual de 1º Grau Heitor Villa Lobos.
A escola foi criada em 27 de março de 1992, pelo Decreto-Lei nº 5496, publicada no Diário Oficial nº 2503, em 31/03/1992, no Governo do senhor Doutor Osvaldo Piana Filho e gestão administrativa da Professora Maria Antonieta. A primeira diretora da escola foi à professora Almezete Soares de Jesus, que administrou a referida escola no período de 1992 a março de 2002.
Em 1999, a escola deixou de oferecer vagas para pré-escola, priorizando o atendimento de 1º a 4º séries, neste ano a escola passou a denominar-se Escola Estadual de Ensino Fundamental Heitor Villa Lobos, através do decreto de denominação nº 9165 de 02/08/2000.
Atualmente a escola funciona em dois turnos, sendo 11 turmas de 2º ao 4º ano pela manhã e dez turmas de 5º ao 9º ano à tarde, ambos do ensino fundamental.
A escola é constituída por um total de 44 funcionários, sendo destes 25 professores e 639 alunos, 11 salas de aula, 01 Sala para Direção, 01 Sala para Supervisão, 01 Sala para Orientação, Secretaria, Videoteca, Sala de Leitura, Sala de Educação Física, Refeitório, horta comunitária, dois banheiros sendo um feminino e um masculino, possui um Laboratório de Informática e uma Biblioteca. A escola recebe recursos do Governo Estadual e Federal sendo eles, PROAF (Programa de Ajuda Financeira), PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola).
A referida instituição atende as crianças com a Educação Integral com 05 oficinas lúdicas tais como: xadrez, música, pintura, dança e capoeira e 01 oficina pedagógica matemática. Vale ressaltar que todas as oficinas são oriundas do Programa Mais Educação do Governo Federal. 
 A escola está sobre a administração da Diretora Thelma Regina Vieira e da Vice-Diretora Terezinha Lima de Mendonça, que vem desempenhado suas funções satisfatoriamente, principalmente quando se trata da melhoria pela educação.  

2.  ESTÁGIO DE OBSERVAÇÃO

O presente relatório é uma síntese das observações realizada na Escola Estadual de Ensino Fundamental Heitor Villa Lobos, na turma do 4º ano A, da professora Sara Ferreira, Graduada em Pedagogia com Especialização em Gestão Escolar. A mesma atua no magistério há 15 anos. O 4º ano A, é constituído por um total de 31 alunos.
O estágio de observação teve início no dia 28 de fevereiro de 2012, onde me apresentei à escola citada acima, com intuito de conhecer a realidade do contexto escolar, fui muito bem recebida pela direção da escola, a diretora Thelma Regina Vieira, que desde então não mediu esforços, para que eu pudesse alcançar meus objetivos. Nesse dia, fiz uma breve análise da estrutura da escola e seus funcionamentos.
De acordo com Moretto (2003, p. 79),

Quando o sujeito observa, ele faz comparações entre experiências; as já vividas e cuja representação construída constitui suas estruturas cognitivas (seus conhecimentos), com a experiência que ele faz no momento, isto é, a representação que ele está construindo na sua interação com o mundo das limitações.

Desse modo, a observação serve de base para conseguirmos informações, ou seja, é um momento de verificação de como ocorre na prática à rotina escolar.
Barreira & Gebran (2006, p. 99), esclarece que “no estágio de observação da sala de aula, a exemplo da escola, deve-se estar atento ainda, como observar e como registrar, para elaborar o diagnóstico que orientará as ações do estagiário na sala de aula”.    
Na semana seguinte, no dia 06 de março, ao chegar à escola apresentei-me a coordenadora de ensino, onde ela me apresentou a professora e a sala onde iria continuar minhas observações.
Ao entrar na sala de aula, fui recebida com alegria pela professora e com curiosidade pelas crianças, que queriam saber o motivo da minha presença ali. A professora explicou que se tratava de experiências e contribuição de estagiária, logo em seguida, ela deu um tempo para que eles se familiarizassem comigo, feito isso, ela deu continuação com as atividades diárias.
Durante o tempo destinado a observação, pude perceber que a professora trabalha os mais variados tipos de atividades com as crianças. O que mais me chamou atenção foi a ênfase que ela deu para a prática da leitura em sala, ou seja, ela sempre leva um texto e distribui para os alunos. Dessa forma,  consegue manter o ritmo durante as aulas e ao mesmo tempo os incentiva para essa prática diária.
Segundo Cagneti & Zotz (1986, p. 23) “a leitura é fonte inesgotável de assuntos para melhor compreender a si e ao mundo”. Nesse sentido, a leitura é considerada a atividade mais importante da vida do ser humano, pois é através da mesma que se desenvolvem outras habilidades no leitor, como o conhecimento, a sensibilidade, assim como a imaginação.
Durante as aulas, pude observar se os alunos prestavam atenção enquanto a professora explicava as atividades, se faziam as tarefas de casa. Sabe-se, que a Lição de Casa é uma prática, que acontece na grande maioria  das escolas, sejam quais forem as suas concepções de ensino.
Segundo Romano ( 2012),

A Lição de Casa como  atividades, representa uma oportunidade de auto-aprendizagem, auto-conhecimento, reflexão, expressão e crescimento pessoal do aluno. Para isto, é preciso repensar duas crenças arraigadas: a de que a tarefa de casa tem como objetivo que o aluno aprenda o que foi trabalhado em classe, fazendo exercícios repetitivos e mecânicos, ou seja, que aprendemos pela repetição; e a crença de que a obrigatoriedade da lição diária gera, por si só, a responsabilidade e o hábito de estudo.   

Nesse sentido, a Lição de Casa se torna um momento de reflexão, e auto-avaliação onde os exercícios de casa têm o papel primordial de possibilitar esse aprendizado.
A professora demonstrou ser uma profissional disciplinada e respeitada pelos seus alunos, quando algum aluno apresenta dificuldade no processo de ensino aprendizagem ela faz acompanhamento individual em sala e se preciso for, ela encaminha esse aluno para aula de reforço em outro período.
Como caracteriza Silva ( 2012),

O reforço escolar tem por objetivo a aprendizagem dos educandos em nível de desigualdade com o ritmo da turma, consolidando e ampliando os conhecimentos, enriquecendo as experiências cultuais e sociais, para assim ajudá-lo a vencer os obstáculos presentes em sua aprendizagem

O reforço faz parte do plano pedagógico da escola e é desenvolvido em um horário diferente do turno das aulas normais, ou seja, a professora ministra aula no período da manhã e a tarde retorna a escola para aplicar o reforço.
O planejamento da professora é feito semanalmente, onde recebe todo apoio necessário da coordenação pedagógica, com sugestões de atividades diferenciadas, que contribui com o desenvolvimento dos alunos.
Os professores participam de curso de formação continuada, (Pró - Letramento) que são oferecidos pela secretária de educação (SEDUC).
Diante das minhas observações e confirmada pela Supervisora da escola, não são todos os professores, que utilizam a proposta construtivista.
Segundo Becker (2012), Construtivismo significa:

 A ideia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do Indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação.


Desse modo, pode-se dizer que o construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, ou seja, a proposta construtivista procura estimular a curiosidade, já que o aluno é levado a encontrar as respostas a partir de seus próprios conhecimentos e de sua interação com a realidade.
Segundo a Supervisora, o método tradicional ainda está muito presente, mas que os professores estão sempre participando de capacitações dentro da proposta de alfabetização construtivista. Porém, não posso afirmar de fato qual a proposta de alfabetização da escola pelo fato de não ter tido acesso ao Projeto Político Pedagógico da escola, apesar de insistir em vê-lo, foram varias tentativas, porém sem êxito.  
O último dia do estágio de observação, a escola estava festiva, pois a mesma estava completando 20 anos de funcionamento. Estiveram presentes no local várias pessoas ilustres, como a Secretária de Educação do Estado, a primeira Diretora da escola que deu um depoimento de como surgiu o nome da escola, Dona Guilhermina que foi a primeira funcionária e que trabalha até hoje na mesma, entre outros, que de uma forma geral contribuíram com o desenvolvimento da escola para que ela conseguisse chegar ao ponto em que está hoje. 
 A escola escolhida para realização do estágio vem se destacando pelas habilidades de integrar os conteúdos das aulas às atividades extracurriculares, tais como, Educação de Trânsito, focalizando a educação e cidadania, inclusão, diversidade cultural, autonomia, democracia, a busca de ideias, novos desafios, igualdade e avanços sociais, possibilitando assim, a construção do conhecimento de forma mais atrativa.

3. ESTÁGIO DE PARTICIPAÇÃO

Nessa fase o estagiário auxilia e colabora espontaneamente nas atividades desenvolvidas na sala de aula, no entanto, nessa etapa, o estágio torna-se gratificante, pois, é o momento em que o estagiário tem a chance de conhecer a realidade do contexto escolar e as dificuldades encontradas pelos alunos e ter a chance de tentar solucionar tais dificuldades.
             Todos os dias antes de entrarem para a sala de aula, os alunos fazem fila no pátio onde é feito uma oração e em seguida seguem para a sala, para dar início as atividades. A professora espera todos se acomodarem, só então começa a passar as atividades do dia.
 No primeiro dia da minha participação a professora trabalhou atividades de matemática, onde o assunto abordava as quatro operações, (somar, subtrair, multiplicar e dividir), além das resoluções de problemas, na qual o objetivo era ensinar as crianças a aprenderem as contas e resolver problemas usando as operações, pois, muitos alunos apresentam dificuldades quando a atividade é resolver problemas, pois as mesmas não sabem qual operação usar.
Nesse sentido, Pozo (1998, p. 9) diz que,

[...] ensinar os alunos a resolver problemas supõe dotá-los da capacidade de aprender a aprender, no sentido de habituá-los a encontrar por si mesmos respostas, às perguntas que os inquietam ou que precisam responder, ao invés de esperar uma resposta já elaborada por outros e transmitida pelo livro-texto ou pelo professor.


Sendo assim, a melhor maneira de ajudar os alunos a entender as operações matemática não é dar explicações detalhada, mas sim criar oportunidade para que os mesmos descubram por si os seus significados.  Cabe ressaltar que resolver problemas não modifica apenas a matemática, mas também aquele que os resolve, nesse caso o próprio a aluno.
A professora procura relacionar as atividades com situações que acontecem no dia a dia dos alunos, ao abordar um assunto de ciências, por exemplo, onde o assunto é a importância da água, ela consegue levá-los a refletir sobre o seu uso, consumo excessivo e qual a sua importância para nossa sobrevivência.
Nesse sentido, Freire (1979, p. 17) esclarece que,

Reflexão e educação são termos que suscitam o sentido de transformação, pois são características de indivíduos capazes de pensar. Pensar é existir, é ser gente, é viver num mundo real, é ter uma relação com esse mundo e interagir com ele.

A mesma aborda os assuntos de forma clara e objetiva, com o intuito de conscientizar os mesmos, sobre a importância dos assuntos trabalhados durante a aula.
Durante o estágio de observação, percebi que os alunos tinham grande resistência à leitura, o que me chamou muita atenção, porém, no estágio de participação onde o estagiário vê de perto as dificuldades encontradas pelos alunos, pude entender o porquê de tantas resistências, infelizmente, uma das grandes dificuldades encontradas por eles, é que apesar de estarem no 4º ano, não sabem ler e consequentemente não sabem escrever, por esse motivo eles relutam quando o assunto aborda a leitura, interpretação de texto na sala de aula.
Segundo Souza (1992, p. 22)

Leitura é, basicamente, o ato de perceber e atribuir significados através de uma conjunção de fatores pessoais com o momento e o lugar, com as circunstâncias. Ler é interpretar uma percepção sob as influências de um determinado contexto. Esse processo leva o indivíduo a uma compreensão particular da realidade.

Dessa forma, a leitura é considerada a base na formação de um indivíduo, ou seja, ler não é simplesmente decifrar os códigos linguísticos, ler significa entender e interpretar de forma clara o assunto estudado.
Dentre os inúmeros planos de aula da professora, um que gostei muito de vê-la trabalhar foi o plano de aula Ética e Cidadania, onde o os objetivos eram: Resgatar alguns valores éticos que estão se perdendo com o passar dos anos; Diferenciar ética, moral, cidadania e cidadão; Perceber o valor educativo das fábulas; Criar uma consciência crítica; Compreender e interpretar textos. Vale ressaltar, que todos esses objetivos foram trabalhados através de fábulas.
Segundo, o Dicionário Prático de Língua Portuguesa, Fábula quer dizer, “Relato alegórico de fundo moral; ficção; mentira”. Nesse sentido, as fábulas são pequenas narrativas, onde os personagens são geralmente animais que possuem características humanas, no qual o objetivo é passar uma lição de moral. 
Os alunos têm aula de Educação Física, que acontecem uma vez por semana, quase sempre no último tempo, pois a professora não tem um horário específico para executar sua aula, a aula é ministrada por uma professora formada na área para trabalhar tal disciplina.
Durante o recreio, as crianças são deixadas livres para correr e brincar sem o acompanhamento de algum professor ou mesmo do Coordenador, par direcionar suas brincadeiras, o que caracteriza uma contradição.
Segundo o MEC (Ministério Da Educação).

As atividades livres ou dirigidas, durante o período de recreio, possuem um enorme potencial educativo e devem ser consideradas pela escola na elaboração da sua Proposta Pedagógica. Os momentos de recreio livre são fundamentais para a expansão da criatividade, para o cultivo da intimidade dos alunos, mas, de longe, o professor deve estar observando, anotando, pensando até em como aproveitar algo que aconteceu durante esses momentos para ser usado na contextualização de um conteúdo que vai trabalhar na próxima aula. (MEC/CNE, Parecer 02/2003).

Contudo, é preciso que as escolas reformulem a ideia que se tem do recreio, à hora destinado a esse momento não pode ser entendido como mero descanso ou passatempo. Os professores devem aproveitar esse tempo, para analisar situações que acontece nesse intervalo, e usar as mesmas como ferramentas educativas para ser trabalhado na próxima aula.
            Enfim, durante o estágio de participação, vivenciei momentos alegres, como por exemplo, alguns alunos que no início do estágio de observação, não sabiam se quer juntar as letras, e com o passar dos dias você vê o desenvolvimento dos mesmos, e saber que você contribuiu com esse momento isso se torna gratificante, no entanto, essa é uma experiência que não esquecerei jamais.

4. ESTÁGIO DE REGÊNCIA

O período destinado ao estágio de regência se torna uma etapa fundamental na formação acadêmica. Pois, esse é o momento em que o acadêmico se vê frente a frente com a realidade escolar. É nessa etapa que o estagiário tem responsabilidade de assumir a sala, onde deverá mostrar desempenho nas tarefas e domínio dos conteúdos que será aplicado por ele durante as aulas.
            Segundo Perrenoud (2002), é nesse momento do curso que o aluno aprendiz se vê entre duas analogias, ou seja, está abandonando sua identidade de aluno para adotar a de profissional responsável por suas decisões.
            O estágio de regência teve início no dia 02 do mês de maio, tendo uma sequência didática nos dias 04, 08, 11 e 15 de maio de 2012. No primeiro dia propus uma dinâmica que iria se estender até o último dia da minha regência, sempre no primeiro horário das aulas, expliquei como seria a dinâmica e qual o objetivo da mesma. A dinâmica foi um projeto no qual os objetivos, eram levar as crianças a perceberem como o respeito ao próximo é um ponto básico de valores na vida de todos os seres humanos para se construir como pessoa, como também diminuir o grau de agressividade no relacionamento entre eles, ao mesmo tempo mostrar a importância de aprender e saber respeitar as diferenças físicas e psicológicas que existem entre as pessoas.
             Segundo Cury (2007), os alunos não sabem a importância de conviver com pessoas diferentes. Não compreendem que os maiores erros cometidos pela humanidade ocorrem por não aceitar e respeitar as diferenças.
            Sendo assim, devemos trabalhar esses valores, e mostrar às crianças como o respeito é o mais básico de todos os valores, é um valor que dá sustento a todos os demais.
Feito esse momento de socialização, dei seguimento com a aula. O primeiro dia a professora sugeriu que fosse trabalhado, produção de frases, ortografia e gramática. Então abordei o assunto da ortografia, expliquei a eles que a ortografia, segundo o Dicionário Prático de Língua Portuguesa, é a “parte da gramática que ensina a escrever corretamente as palavras”. Ou seja, a ortografia é o sistema correto de representar a escrita e que dentro dela existem algumas regras que não pode ser deixada de lado. Nesse dia também trabalhei, conteúdo de ciências no qual o assunto era as camadas da terra, levei uma atividade bem interessante, que chamou muita atenção dos mesmos, cujo nome da atividade era cruzando as camadas da terra. Segundo HAMZE (2012),

A utilização das palavras cruzadas como ferramenta didática procura criar oportunidades onde o desafio e a curiosidade são favorecidos, facilitando o trabalho de construção do conhecimento. Funciona como um apoio didático eficaz que inventa situações vivas e variadas, desenvolvendo as probabilidades no ensino. 

Desse modo, a utilização das palavras cruzadas em sala de aula tem por objetivo desenvolver entre outras habilidades a de estimular a memória, e ao mesmo tempo tornar as aulas mais atrativas, porém para que isso aconteça é necessário que o professor utilize a criatividade, e segurança em abordar os conteúdos como um elemento motivador.
            Conforme os dias foram passando, a professora foi me sugerindo os conteúdos que queria que trabalhasse com os alunos na próxima aula. O que para mim se tornava um desafio. Pois tinha pouco tempo para montar os meus planos de aula e as atividades que iria aplicar na próxima regência. Porém, procurei sempre levar atividades que prendiam a atenção dos mesmos, trabalhei os mais variados assuntos, tais como:  Matemática, Ensino religioso, Arte, Português, Ciências, além das Leituras que eram trabalhadas todos os dias.
            Em matemática, por exemplo, o assunto abordava as quatro operações além das resoluções de problemas, onde os objetivos eram proporcionar aos alunos a solução e compreensão das operações matemáticas, desenvolver o raciocínio lógico e aprimorar a capacidade de resolver problemas diversos por meio da interpretação de informações, utilizando conhecimentos matemáticos prévios.
            Nesse sentido, os PCNs, (Parâmetros curriculares nacionais 1997 p, 26), diz que:  É importante destacar que a Matemática deverá ser vista pelo aluno como um conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do seu raciocínio, de sua sensibilidade expressiva, de sua sensibilidade estética e de sua imaginação''. Sendo assim, a matemática deve ser vista como uma matéria simples e objetiva, pois, a matemática é um instrumento de grande valia usada em quase todos os momentos da vida.
            Na disciplina de Ensino Religioso, trabalhei atividades sobre o começo do mundo, onde eles construíram um livrinho com o tema proposto. Sabe-se, que a LDB 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Base da Educação. p, 36), estabelece que:

O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. 


            Dessa forma, o Ensino Religioso que se aborda nas escolas, tem muito a contribuir na formação humana. Ou seja, não é possível pensar em educação de qualidade que não aborde a dimensão religiosa do ser humano. Cabe ressaltar, que o papel das escolas não é doutrinar os alunos, mais sim levá-los a reconhecer a importância do pluralismo de ideia que existem em nossa sociedade.
              No ensino da arte, levei algumas atividades dirigidas, e também deixei que os alunos criassem suas próprias artes. Pois, o ensino da arte está regulamentada na LDB 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Base da Educação. Artigo 26, § 2º), segundo a mesma, “O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório,  nos diversos níveis da educação básica de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”. Nesse sentido, deixá-los livre para criarem suas próprias artes, favorece o desenvolvimento integral do indivíduo, possibilitando a expressão livre do pensamento e das emoções, desenvolvendo seu raciocínio com criatividade e imaginação. 
              No ultimo dia do estágio de regência, iniciei o dia, lendo um pequeno texto do livro “Oração diária para os pequeninos” que diz o seguinte:

A força dos bons pensamentos nos fazem caminhar para frente, alcançar nossas metas e lutar por aquilo em que acreditamos. Essa crença deve ser desenvolvida à medida que crescemos e que ampliamos o nosso conhecimento da vida. Desde criança precisamos nos educar para ouvir, refletir e rever nossas atitudes. (BRAGA, 2009. P 3).


              Diante do exposto, fiz algumas considerações a respeito do texto. Em seguida, expliquei como seria nossa atividade do dia.
              Apliquei o projeto de matemática, que foi desenvolvido em duas etapas, na primeira etapa foi explicado o conceito e a importância do projeto cujo tema era Adição e Subtração. Na segunda etapa partimos para a parte prática do projeto que foi desenvolvido através de dinâmica.
              De acordo com Souza (2012),

A dinâmica é a forma do educando contar algo, falar dos enigmas de seu mundo interior, além de oferecer recursos para que o educando passe do papel de passivo à ativo, aumenta a capacidade de tomar consciência de si e do outro, promovendo a socialização e a aprendizagem.


                   Dessa forma as dinâmicas de grupo beneficiam o relacionamento entre os alunos, possibilitando assim uma socialização maior entre eles.
              Após, o termino do projeto de matemática, levei-os, à videoteca para assistir o filme “Deu a Louca na Chapeuzinho Vermelho”. Em seguida, foi feito uma socialização sobre o comportamento de alguns personagens do filme, onde todos puderam se expressar aproveitei esse momento de discussão, para finalizar o projeto “Anjo protetor na sala de aula”, onde eles falaram da experiência que foi participar do projeto, no qual o resultado foi maravilhoso. Assim sendo, me despedi da turma entregando uma singela lembrança a cada um, e assim encerrei meu Estágio Curricular Supervisionado II.   
Considerações finais
 O estágio supervisionado do curso de pedagogia é a base que nós como futuro professor precisamos para conviver com a realidade escolar, pois é durante o estágio que descobrimos as várias faceta da educação, e o que há por traz dela.
Sendo assim, o período em que se destina ao estágio serve de eixo entre o que é visto na teoria e o que se aplica na prática.
No entanto, é durante o estágio que nós nos descobrimos como professor é nessa etapa do curso que são plantadas as primeiras sementinhas na vida dos educandos.
 Enfim, a realização do estágio se torna um momento decisivo para a formação do profissional de educação, pois o acadêmico de hipótese alguma, poderá ocupar um espaço educacional, sem conhecer de perto a realidade escolar, e os problemas que os cerca no contexto atual.

REFERÊNCIAS

BARREIRO, Iraíde Marques de Freitas; GEBRAN, Raimunda Abou.  Prática de ensino e estágio supervisionado na formação de professores. São Paulo: Avercamp, 2006.

BRASIL. Leis de Diretrizes e Bases da Educação. Lei nº 9.9394 de 20 de dezembro de 1996. Brasília: Senado Federal, 2008.

_______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: matemática / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.

BRAGA, Márcia Maria Villanancci. Orações diárias para os pequeninos. 2 ed. São Paulo: Rideel, 2009. 

BECKER Fernando. O Que é Construtivismo?. Disponível: em < http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/ideias_20_p087-093_c.pdf > Acesso em 23 de março 2012.

CAGNETI, Sueli de Souza, ZOTZ, Werner. Livro que te quero livre. Rio de Janeiro: Nórdica, 1986.

CURY, Augusto. Filhos Brilhantes, alunos fascinantes. São Paulo: Planeta do Brasil, 2007.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.

MEC/ CNE: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO e CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Parecer 02/2003. Disponível em: <http://www.fenep.org.br/parecer_cne-ceb_N_02-2003.pdf> Acesso em 20 de abril 2012.

MOURA, Manoel Oriosvaldo de. O jogo e a construção do conhecimento matemático. Disponível em: < http://www.crmariocovas.sp.gov.br/dea_a.php?t=020> Acesso em 17de abril 2012.
  
MORETTO, Vasco Pedro. Construtivismo: a produção do conhecimento em aula. 4 ed. Rio de janeiro: DP&A, 2003.

PERRENOUD, Philippe. – A Prática Reflexiva no Ofício de Professor: Profissionalização e Razão Pedagógica. Porto Alegre: Artemed, 2002.

PRÁTICO, Dicionário. Língua Portuguesa. A/Z. São Paulo: DCL, 2008.

POZO, Juan Ignácio (Org). A solução de problemas. Aprender a resolver, resolver para aprender. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

HAMZE Amelia. Uso de palavras cruzadas em sala de aula. Disponível em <  http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/palavras-cruzadas.htm> Acesso em 13 de maio de 2012.

    
ROMANO, Eliane Palermo. Lição de casa – que prática é esta. Disponível em< http://www.ecc.br/fundamental/fundamentalIeII/licao_de_casa.htm > Acesso em 23 de março 2012.

SILVA, Carla Priscila Alves da. O Reforço escolar e a melhoria da aprendizagem dos educandos. Disponível em <http://www.artigonal.com/educacao-infantilartigos/oreforcoescolareamelhoriadaapendizagemdoseducandos1290785.html> Acesso em 23 de março 2012.

SOUZA, Renata Junqueira de. Narrativas Infantis: a literatura e a televisão de que as crianças gostam. Bauru: USC, 1992.


SOUZA, Edilene Joaquina de. A importância da dinâmica de grupo na sala de aula. Disponível em< http://blogspot.com.br/2010/03/importancia-da dinamica-de-grupo-na.html > Acesso em 21 de maio 2012.

18 comentários:

  1. Parabens seu relatorio ficou perfeito gostei da maneira cm vc trabalhou com os alunos as aulas mim serviu de espelho para aprimorar os meus conhecimentos de estágiaria.

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  2. Parabéns seu amaterial e otimo!obg por compartilhar.

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